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Coltivi trazendo para o Rio um novo conceito de pizza

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Inaugurado há dois meses em um casarão maravilhoso na Conde de Irajá, o Coltivi é uma pizzaria contemporânea, que oferece três tipos de massa diferentes para as pizzas servidas. E o ‘diferente’ é que a pizza só é montada após a massa assada.

O dono dessa super novidade é Piero Zolin, um italiano que escolheu o Rio para morar. Para afinar o conceito do Coltivi, Piero convidou o chef Meguru Baba, que trabalhou tempos atrás no D.O.M do Alex Atala, para irem à Università della Pizza, na Itália. Vale contar que os dois se conheceram, e se tornaram amigos, em Trancoso, quando Piero foi diretor-geral do Uxoa, o pequeno hotel de luxo mais espetacular do Brasil!

Ao retornarem da Università, vieram decididos a usarem só farinha e tomates importados para fazerem massas de fermentação natural, que levam até 48 horas para ficarem prontas para assar.

Mas até a inauguração da pizzaria, houve um longo trabalho. O conceito nasceu há três anos, e Piero ‘escalou’ seu irmão, o designer Mauro Zolin, para desenhar o espaço. Um desafio e tanto, que culminou com uma restauração linda de uma antiga casa colonial na badalada rua de Botafogo, que se tornou conhecida por ter vários restaurantes famosos, como Lasai, Oteque e Irajá, por exemplo. Super criativos, eles ainda instalaram nos fundos do restaurante uma hortinha de PANCs, denominação que vem sendo usada para designar as plantas alimentícias não convencionais.

Gente, tudo charmoso demais. Quem viu os stories no Instagram se apaixonou (está nos destaques de PIZZA). Agora, vamos ao cardápio?

As entradas (três opções) são feitas com massa de pizza em três versões:

Vapore – feito no forno a vapor e servido em 2 sabores: clássica (tomate italiana, fiordilatte, basílico) e Polvo Stracciatella (tomate italiano, stracciatella, polvo frito e hibisco).

Povera – massa frita e servida em 2 sabores: Clássica e Copa Lombo (copa lombo, nozes, abóbora e mel).

Padellino – massa semi-integral servida em 2 sabores: Clássica e Vitello Tonnato (atum, rosbife, mostarda e alcaparra).

Todas incríveis. Me arrisco a dizer que o Padellino ganhou meu coração, mas as outras duas me encheram de alegria também…

O Coltivi oferece duas saladas: uma fria e uma quente. Embora não tenha provado (mas claro que já me prometi voltar pra isso!), compartilho para vocês ficarem com água na boca.

Quente: mix quinoa, frango grelhado, legumes e crocante de fubá.

Leve: mix de, picles e beterraba, pó de grão de bico, vinagrete de gergelim tostado, tomatinho e croutons.

As mesas ficam em um quintal todo arborizado, lindo de morrer. É, de verdade, um ambiente super diferente, encantador e apaixonante. Quem pensaria num cantinho assim no meio de um bairro super agitado?

Já no quesito pizza, pedimos uma de cada tipo de massa, com sabores diferentes, para provar. Abaixo as descrições:

Brisa de Farinha – pizza de fermentação mista e feita em forno elétrico. Pedimos a de Parma com Pera e Stracciatella. Maravilhosa! A massa e o sabor ❤️

Retonda – pizza sem fermento e feita em forno elétrico. Pedimos a de Marguerita Coltivi – San Marzano DOC, burrata, mozzarella de búfala e basílico. Babado! A burrata no meio faz toda a diferença. E como o recheio da pizza é colocado após a massa assada, não temos aquele queijo favorecendo mais umas fatias do que as outras. Curti!!!

Crocante – pizza de fermentação mista (biológica e PMV*) e feita em forno elétrico. O sabor Terra foi o escolhido. Presunto Royale, batata assada, flor di latte, provolone e rosmarino frito. Gostei muito. E ela é recheada com batata e queijo. Diferente, mas muito boa.

Ao todo, são oito sabores, sendo um deles vegano: um creme de abóbora e mix de cogumelos.

Vale lembrar que eles (até onde sei) são a única pizzaria no Rio que servem pizza frita. Acho que quem curte novidades e está aberto a conhecer e provar sabores novos vai amar o Coltivi. Eu adorei demais. E quero voltar com certeza.

Ah, destaque para os azeites que a casa oferece e para os drinks, espumantes, vinhos e cervejas. Como não sou de bebida alcoólica, provei dois deliciosos drinks sem álcool:

O Drink do Chef com Marmelada de abacaxi, vodka Kalvelage, suco de capim limão e água com gás. E o Elixir de Melancia com suco da fruta, gin Arapuru, xarope de gengibre suco de limão e canela. Ambos podem ser servidos sem álcool.

Fechamos com Gelatos Artesanais de Avelã e Pistache, dos quais gostei muito, e um espresso, óbvio!

Em tempo:

. Em breve eles vão oferecer mais opções de sobremesas e, para isso, estão testando várias novidades.

. As louças da casa são lindas e feitas pela ceramista Victoria Inaudi.

. Peço desculpas pelas fotos escuras, mas o ambiente é de pouca luminosidade.

*PMV – pasta madre viva mais conhecido como sourdough.

 

Pizzaria Coltivi
Rua Conde de Irajá, 53 – Botafogo
(21) 98223-5942

Sud, o Pássaro Verde Café 

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Parece nome de filme, né? Mas não é.

Sud, o tal pássaro, tem uma história longa – que obviamente tem a ver com liberdade – que renderia um post só para ele, hehehehe. Se você ficou curioso, visite o restaurante, pois ela está lindamente contada no papel colocado sobre cada mesa da casa discreta, na Rua Visconde de Carandaí, 35, coração da boa gastronomia no bairro do Jardim Botânico.

A nova casa surgiu após um longo período que a Chef Roberta Sudbrack tirou para repensar o conteúdo e a forma de nos presentear com seu dom. No lugar dos pratos super sofisticados e modernos da gastronomia que se tornaram sua marca, Roberta  entrou com seu coração e seu talento na culinária comfort food, meio que ‘de volta às origens’, e usando o forno à lenha como grande destaque.

“O Sud não é um restaurante, mas, às vezes, pode ser. É mais parecido com um café moderno, desses que a gente encontra em Berlim, Paris ou Amsterdã…”. Palavras da Chef.

Já sentimos a mudança no horário de funcionamento. A casa, que inaugurou de mansinho há aproximadamente dois meses, só abre de terça a sábado, das 12h às 21h. O cardápio é um espelho de tudo que já citei acima – e não poderia ser diferente. Aliás, ele me lembrou o tempo inteiro a minha avó :). Almoço cedo, aquele lanchinho da tarde e o jantar (sim, jantávamos quando crianças) sempre antes do Jornal Nacional.

Claro que os os produtos nacionais de pequenos produtores e a brasilidade nas combinações e confecções dos pratos reinam. Até porque essa sempre foi a proposta da chef.

Agora escolher foi quase uma saga, rs. Começamos com um Gourgéres, aqueles…. com queijo do agreste Pernambucano e uma Burrata, milho assado e linguiça artesanal.

Uma pena que a Burrata veio e o Gourgéres só chegou junto com o prato ?. Daí, já não fazia mais sentido, né?

Eu escolhi o Arroz Caipira de frutos da terra – arroz molhadinho com legumes assados preparado no forno à lenha, coisa de casa de vó. Ok, mas eu esperava mais…

E minha duplinha pediu um sanduíche de Jambon-Beurre – sanduíche de pão caseiro, manteiga e presunto Brasileiro. Gostoso!!!

As sobremesas foram:

Chapéu de Palha – camadas de brigadeiro molinho, bolo e crocante de rapadura.
Bolo Molhado de chocolate, a lenda! Com nata e calda quente.
Bomboloni – leite maltado, creme inglês de cumaru.

E, para fechar sorrindo, um café da Vó Iracema na prensa francesa. Simplesmente MARAVILHOSO!

A minha percepção é que falta azeitar o atendimento, que ainda está bem lento. Em termos de sabor, tudo ok. Nada que eu tenha garrado amor. Tirando o bomboloni ❤️

Mas há algo que acho muito valioso: com o Sud, a chef tornou sua cozinha acessível para muita gente que nunca chegou a frequentar o RS. Eu sou um exemplo. Tentei ir algumas vezes, sempre em ocasiões especiais, mas não conseguia e desisti.

Ah, já ia esquecendo de falar que o restaurante tem forte inspiração na Vó Iracema, que faleceu em janeiro. Talvez por isso eu tenha me sentido tão acolhida no Sud. E naquele ritmo de casa de vó mesmo, tudo bem sem pressão….

Só não sei se vai agradar à galera essa proposta de atendimento mais calmo. A verdade, afinal, é que muita gente já é dependente do ritmo mais alucinado de vida. Não é o meu caso mesmo…

Importante: o último cliente para jantar deve chegar às 20h em ponto. O Sud não aceita reservas. E as formas de pagamento: dinheiro, cartão de débito e crédito e cheque.

Sud, o Pássaro Verde Café
Rua Visconde de Carandaí, 35 – Jardim Botânico
(21) 3114-0464

Duas vezes Maguje

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Com vista privilegiada para o Corcovado,  você pode curtir um delicioso almoço ou um happy hour com os amigos em um espaço de 900m2 dentro do Jockey Club, que comporta cerca de 600 pessoas. Assim é o Maguje: um misto de microfábrica de cerveja (Therezópolis), bar e boa comida. Parece o paraíso, né?! Aliás, se ele existe, podemos considerar o Maguje um forte candidato.

Como conheci o espaço à noite, na comemoração do aniversário de minha mãe, achei importante voltar outro dia no horário do almoço para escrever este post já que, em função do horário, no aniversário todos ficamos só nos belisquetes e drinks. Foi bom porque vi que vale a pena ir ao Maguje nos dois momentos.

Vou começar pela ida à noite. Acompanhem a lista e babem! Rolou de um tudo:

. Pão de Queijo recheado com ragu de pernil e finalizado com chutney de maçã verde.
. Crostini de queijo de cabra com espinafre e chutney de tomate da casa.
. Pastel recheado com queijo da canastra acompanhado de chutney de tomate.
. Croqueta de berinjela queimada com leve sabor defumado, Damasco, hortelã e queijo grana padano.
. Bolinho da Baiana – bolinho de peixe e camarão no dendê levemente picante. Acompanha azeite de pimenta.
. Batata Maguje – fritas com molho Maguje
. Bolinho de Arroz com linguiça artesanal e temperos da horta. Acompanha aioli de chimichurri. Aliás, de todos todos os aperitivos este foi o que menos curti.

Ah, vale um destaque master para o Pão de Queijo e a Croqueta de Berinjela. Incríveis!

Os drinks pedidos:

. Margarita (tequila Jose Cuervo tradicional, Cointreau, limão e shrub de cítricos)
. Moscow Mule (vodka Absolut, limão, bitters, espuma de gengibre com abacaxi)
. Red Lovers (vodka Absolut, shrub de morango, Campari, chá de hibiscus, limão siciliano e Peychaud’s)
. Come Back Summer (Gin Beefeater, coulis de frutas vermelhas, calda de camomila, limão e soda de tangerina do Maguje)
. Mr. Maguje (vodka Absolut, Villa Massa Limoncello, calda de baunilha, siciliano e maracujá)
. Maracuipa (Gin Beefeater, maracujá, manjericão, Chopp Therezópolis IPA e calda de hibisco).

Como disse, voltei em outra ocasião para completar esse post! Afinal, faltaram pratos principais e sobremesas, né? Fui em uma sexta-feira, em que tinha opção do almoço executivo com entrada, prato principal e sobremesa por um preço bem ótimo (49,00). É importante saber que as opções mudam semanalmente. Compartilho abaixo o que degustei:

ENTRADA:
Salada verde (molho de mostarda e mel, castanhas, tomate cereja e grana padano) OU Salada de arroz negro com camarão

PRINCIPAL:
Boeuf Bourguignon – cogumelos, legumes e batatas ao murro OU Arroz cremoso de limão e peixe do dia – creme de limão siciliano

SOBREMESA:
Brigadeiro de paçoca OU Croc de Nutella – ciabatta na manteiga, Nutella e creme de baunilha com uma fina camada de açúcar queimado.

Bem, provei todos os pratos, hehehehe, menos a salada verde! Desculpa aí, gente 🙂

Sabe quando tudo está muito bom além da conta? Pois é, sem exceção.

Curiosidades:
. Em breve, o restaurante vai começar a produzir a cerveja Maguje.
. A ideia também é funcionar como uma galeria de arte informal com peças do coletivo Nata Família (arte de rua). Todas as expostas estão à venda!
. Se quiser comemorar aniversário, o Maguje tem tem um esquema de patisserie e faz o bolo de aniversário que você paga conforme o tamanho desejado. Olha que prático não precisar levar torta! E você ainda escolhe a massa, o recheio e a cobertura. Minha mãe escolheu massa branca com recheio de brigadeiro branco e preto. Curti!
. Todos os estilos da cerveja Therezópolis (cerca de 15 torneiras) estão disponíveis e também de outras cervejarias.

Maguje, quero lhe usar muitas e muitas vezes mais!!!

 

Restaurante Maguje
Rua Jardim Botânico, 1003  
Telefone para reservas (21) 99895-2032
Estacionamento rotativo no local