Urukum: união da excelente gastronomia com uma vista belíssima

Card_Blog2018_Urukum

O Restaurante Urukum, como o próprio nome já diz, é de culinária brasileira. Cozinha totalmente autoral e recém-assumida pelo Chef Jefferson Pacheco, que já teve passagem pelo Yumê e assinou o cardápio do recém-fechado Guy que tanto frequentei, ali na Fonte da Saudade. Como morei nos arredores por muitos anos, era ali que batia ponto com a família, final de semana sim, final de semana não?.

O clima do local é super descontraído. Um bar montado do salão oferece uma carta de drinques que alterna os clássicos com os originais da casa.

Tão logo chegamos, fomos recebidos com um absurdamente delicioso Couvert da Casa: patê de queijo com nozes, patê de salmão com geleia de frutas silvestres e manteiga de ervas finas, acompanhado de torradas. Gente, tenho de confessar: viciante demais!

Se há algo que curto é uma cortesia bacana. No Urukum, essa delicadeza varia conforme o dia. Tive a sorte de ser brindada com um Veluté de baroa com grana padano. Simplesmente delicioso!

Em seguida, pedi Gravlax porque sou muito apaixonada. Estou falando de um salmão marinado, acompanhado de mix de folhas e mousse de limão siciliano e linguine de chuchu. Mas vocês pensam que parei aqui? Não, não, não, não… rs. Caí de amores em um Medalhão de Berinjela com Quinoa – berinjela assada e acompanhada de quinoa temperada. No estilo tabule, é servida com molho de pasta de gergelim.

Agora, vamos aos pratos principais degustados?

. Moqueca Urukum – preparada na panela de barro com peixe e camarões, azeite de urukum e especiarias. Com arroz branco, pirão e farofa de dendê.

. Medalhão à moda Urukum – filé mignon com crosta de castanha do Pará, gratino de batata, molho madeira, poivre ou de vinho. Escolhi o madeira e não me arrependi. Ponto da carne perfeito.

A sobremesa escolhida foi o Prestigioso – bolinho de tapioca com coco, recheado com chocolate, frito e servido sobre ganache de chocolate e lascas de coco. Óbvio que um espresso fechou meu almoço maravilhoso!

Acreditem que ainda ganhei um canudinho com beijinho ❤️?

Destaque para o atendimento perfeito e para a delicadeza do Chef. Super gentil e educado, se fez presente nos momentos perfeitos e com muito carisma. Isso com certeza fez uma diferença gigantesca na minha experiência.

Ah, o restaurante é Pet Friendly!!!!

Restaurante Urukum
Av. Infante Dom Henrique, s/n – Glória
(21) 2556-1201
Estacionamento rotativo

Soho: da Bahia para o Rio.

Card_Blog2018_c

Para comemorar dois anos em terra carioca, o Soho – com unidades em Salvador, Brasília, Fortaleza e Miami e agraciado, por 17 vezes consecutivas, com o Prêmio Veja Salvador na categoria comida japonesa – lançou novos pratos assinados por Marcelo Fugita.

A ideia do chef é celebrar a ‘nova gastronomia japonesa’ com pratos inovadores preparados com insumos típicos da culinária da Terra do Sol Nascente.

Aqui, cabe um pouquinho da história do Chef Fugita, que se confunde com a história do Soho. Convidado para assinar o menu da matriz do restaurante há alguns anos, ele chegou à Bahia e foi amor à primeira vista. Desde então, é um grande parceiro da casa, e foi com este espírito que criou delícias que aguçam os sentidos.

Japa Lovers, segurem o coração! O meu já está felizinho porque participei de uma super degustação com os pratos mais pedidos. Vejam aí!

. Shakê Crispy – carpaccio de salmão ao molho shoyu, vinagre balsâmico e gergelim e manteiga, servido com crispy de batata doce e ovas de massagô. Muito bom!

. Shakê Couve – hossomaki de salmão empanado, cream cheese, teryaki e couve frita. Escândalo REAL!

. Niguiri de camarão coberto com bri, mel trufado e ovas de massagô. Nossa, esse eu acho que foi o meu preferido de todos.

. Vieiras com foie gras maçaricado e ovas de massagô. Tão perfeitas que eu repeti! (perdoe-me, Deus, pela minha santa gula ?)

. Sashimi de salmão maçaricado acompanhado de shimeji, shitake, nirá e camarões grelhados ao mix de molhos. Bacana, gostoso, mas, para mim, os outros estavam imbatíveis.

. Gyozas de shitake e shimeji com queijo coalho e molho picante. Curti, mas não amei!

A orgia nipo-gastronômica seguiu com um arroz de frutos do mar com legumes. Ah, que maravilha….

E, de sobremesa, a pedida foi um Brigadeiro de Colher com morangos e farofa crocante e um bolo Búlgaro com creme Inglês que, por incrível que pareça, é uma receita de torta de chocolate que não deu certo, mas acabou se tornando a sobremesa mais pedida na casa. Coisas da vida, né gente?

Ô Baêa, só faltou uma rede, um chêro e a brisa do mar….

Ah, pra quem busca um lugar bacana, com um visual que só o Rio tem (nossa cidade está cheia de feridas, mas eu a amo REAL) e muito som para saudar o Ano Novo, o Soho é uma bela opção.

A festa de Réveillon (R$ 420 – 1° lote) do Soho Rio começa às 21h do dia 31 de dezembro e segue madrugada a dentro.

Hits do rock, pop e surf music executados pela banda SIFE e o som de ritmos eletrônicos – House e Deep House – de Dj César Gelli, prometem garantir a animação da pista. O menu, no esquema all inclusive, será especial, mas incluindo o melhor da cozinha nipônica da casa.

Com três etapas, o jantar vai incluir entradas, pratos principais e sobremesas. Para começar, os convidados vão poder degustar deliciosos finger foods, como gyozas, hot rolls e harumakis, além de sushis e sashimis frescos. Para completar, saborosos temakis e crocantes tempurás de camarão. Ah, povo, já suspirando aqui!!!!

Soho Restaurante
Av. Infante Dom Henrique, s/n – Glória
(21) 2237-9159

 

 

Sud, o Pássaro Verde Café 

Card_Blog2018_c

Parece nome de filme, né? Mas não é.

Sud, o tal pássaro, tem uma história longa – que obviamente tem a ver com liberdade – que renderia um post só para ele, hehehehe. Se você ficou curioso, visite o restaurante, pois ela está lindamente contada no papel colocado sobre cada mesa da casa discreta, na Rua Visconde de Carandaí, 35, coração da boa gastronomia no bairro do Jardim Botânico.

A nova casa surgiu após um longo período que a Chef Roberta Sudbrack tirou para repensar o conteúdo e a forma de nos presentear com seu dom. No lugar dos pratos super sofisticados e modernos da gastronomia que se tornaram sua marca, Roberta  entrou com seu coração e seu talento na culinária comfort food, meio que ‘de volta às origens’, e usando o forno à lenha como grande destaque.

“O Sud não é um restaurante, mas, às vezes, pode ser. É mais parecido com um café moderno, desses que a gente encontra em Berlim, Paris ou Amsterdã…”. Palavras da Chef.

Já sentimos a mudança no horário de funcionamento. A casa, que inaugurou de mansinho há aproximadamente dois meses, só abre de terça a sábado, das 12h às 21h. O cardápio é um espelho de tudo que já citei acima – e não poderia ser diferente. Aliás, ele me lembrou o tempo inteiro a minha avó :). Almoço cedo, aquele lanchinho da tarde e o jantar (sim, jantávamos quando crianças) sempre antes do Jornal Nacional.

Claro que os os produtos nacionais de pequenos produtores e a brasilidade nas combinações e confecções dos pratos reinam. Até porque essa sempre foi a proposta da chef.

Agora escolher foi quase uma saga, rs. Começamos com um Gourgéres, aqueles…. com queijo do agreste Pernambucano e uma Burrata, milho assado e linguiça artesanal.

Uma pena que a Burrata veio e o Gourgéres só chegou junto com o prato ?. Daí, já não fazia mais sentido, né?

Eu escolhi o Arroz Caipira de frutos da terra – arroz molhadinho com legumes assados preparado no forno à lenha, coisa de casa de vó. Ok, mas eu esperava mais…

E minha duplinha pediu um sanduíche de Jambon-Beurre – sanduíche de pão caseiro, manteiga e presunto Brasileiro. Gostoso!!!

As sobremesas foram:

Chapéu de Palha – camadas de brigadeiro molinho, bolo e crocante de rapadura.
Bolo Molhado de chocolate, a lenda! Com nata e calda quente.
Bomboloni – leite maltado, creme inglês de cumaru.

E, para fechar sorrindo, um café da Vó Iracema na prensa francesa. Simplesmente MARAVILHOSO!

A minha percepção é que falta azeitar o atendimento, que ainda está bem lento. Em termos de sabor, tudo ok. Nada que eu tenha garrado amor. Tirando o bomboloni ❤️

Mas há algo que acho muito valioso: com o Sud, a chef tornou sua cozinha acessível para muita gente que nunca chegou a frequentar o RS. Eu sou um exemplo. Tentei ir algumas vezes, sempre em ocasiões especiais, mas não conseguia e desisti.

Ah, já ia esquecendo de falar que o restaurante tem forte inspiração na Vó Iracema, que faleceu em janeiro. Talvez por isso eu tenha me sentido tão acolhida no Sud. E naquele ritmo de casa de vó mesmo, tudo bem sem pressão….

Só não sei se vai agradar à galera essa proposta de atendimento mais calmo. A verdade, afinal, é que muita gente já é dependente do ritmo mais alucinado de vida. Não é o meu caso mesmo…

Importante: o último cliente para jantar deve chegar às 20h em ponto. O Sud não aceita reservas. E as formas de pagamento: dinheiro, cartão de débito e crédito e cheque.

Sud, o Pássaro Verde Café
Rua Visconde de Carandaí, 35 – Jardim Botânico
(21) 3114-0464